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Futuro.

19 de abril de 2009

Lá estávamos nós. Meus pais, meu irmão e eu, discutindo sobre futuro, profissões, felicidade e outras besteirinhas a mais. Meu pai, preocupado, não parava com as sugestões. “Medicina? Direito? Medicina? Medicina? Que tal medicina?” Incontrolável. Minha mãe balançava alegremente a cabeça e comentava sobre como gostava de ser ginecologista. Estranho.  Meu irmão de dez anos ignorava toda a cena e, de vez em quando, interrompia a conversa suspirando “Ah, eu queria tanto ir na Game Station…”. Irritantemente bonitinho. “Medicina? Direito? Medicina? Medicina? Que tal medicina?”

Pai, eu quero ser psicóloga.

A sala mergulhou em um silêncio mortal. E, pra minha surpresa, não vi nenhum sinal de decepção nos olhos do meu pai. Era mais pra alívio, satisfação. Fiquei sem entender. E a medicina? Foi naquele instante que eu percebi que, pra ele, não importava o que eu fizesse: Bastava que eu realmente quisesse alguma coisa. Por cerca de cinco segundos, fiquei parada sorrindo e pensando no quanto eu tinha sido boba em ter medo de contar minha decisão pra eles. Afinal de contas, são meus pais! E aí a pergunta me atingiu como um raio: “Por que psicologia? Por que não comunicação, direito, museologia, artes cênicas, arquitetura, ou, por que não, ginecologia?”. Desejei mentalmente que ele não me fizesse essa pergunta, pelo simples fato de que eu não saberia respondê-la. Descobrir isso me deu medo. Mas acho que faz parte. Sou péssima com decisões, preciso de tempo pra mastigar toda a informação, analisar todos os lados da coisa toda. Meu namorado reclama da minha incapacidade de escolher um prato do cardápio, e meu pai reclamava da minha aparente incapacidade de decidir meu futuro. Não tive tempo de analisar profundamente o jantar de ontem, mas do meu futuro eu já sei: Serei psicóloga. Não sei se paixão e intuição são os melhores meios pra se escolher uma profissão. Talvez eu devesse acrescentar algum bom senso em minha escolha. Sinceramente, não me importa. Porque quando meu pai me perguntou se era realmente o que eu queria, meu coração se tranquilizou e eu respondi: “É, pai. É exatamente isso que eu quero estar fazendo daqui a vinte, trinta anos”. E tenho dito.

Paulinho, o viciado.

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Alguém me faça parar. Ou não.

17 de abril de 2009

Existem no mínimo cinco módulos do colégio em cima da minha cama, todos me olhando feio enquanto eu digito distraidamente aqui no Word Press. Ok, essa foi a parte do post que mostra que eu tenho consciência da bobagem que eu estou fazendo. Não se começa um blog em pleno terceiro ano. Mas quem me conhece (de verdade), sabe que eu preciso escrever quando fico ansiosa. Tendo em vista o fato de que esse é o meu último ano no colégio, podemos dizer que sim, eu estou bastante ansiosa. Então estou abrindo mão completamente de todo o meu discurso “não vou perder tempo escrevendo bobagem enquanto eu poderia estar aprendendo a calcular equações monstruosas que, segundo me contaram, me ajudarão a passar no vestibular”. É isso mesmo. Obviamente, não vou poder passar o link desse blog pra ninguém, eu tenho noção de que eu devia estar estudando agora, e não preciso que as pessoas fiquem me lembrando disso.  O nome “anniesampaio” ali embaixo está me irritando, meu bom e velho “anasampaio” já está sendo usado por alguém, o nome do blog foi completamente aleatório, influenciado pela música (é, essa música mesmo), e eu estou sem saco de fazer “apresentações” pra amiguinhos imaginários que vão ler isso aqui. É isso. Beijosmeliga.

nothing to get hung about.